Você.

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Me apaixonei por você. Bem, essa não é nenhuma novidade. Eu que sempre fui desse tipo de pessoa cheia de sentimentos machucados e pés atrás, me deixei levar por exatamente aquilo que me conquistou desde a primeira vez que te vi, parado na porta da minha casa, com um sorriso aberto para mim: você.

Você, sem tirar nem por, mesmo com essa sua barba por fazer e cabelo desajeitado, me deu a chance de acreditar em relacionamentos novamente, e, por minha sorte, me mostrando a melhor maneira de se amar, de se sentir amado. Sintonia né? Essa sempre foi a base de tudo, desde que nos conhecemos, desde que nos falamos pela primeira vez. E aqui, deitada acolhida por seus braços, é onde me sinto segura para acreditar novamente de que nem todo relacionamento é feito por momentos de empolgação, de viver o que nunca tive oportunidade de viver, isso antes de conhecer você.

E felizmente, você me aceitou com toda minha bagagem de defeitos, com minhas manias, com meus choros sem motivo. E eu te aceitei com essa sua teimosia, sua despreocupação quando eu estou surtando, com sua confiança. Porque, afinal, qual seria o sentido de haver sintonia se não houvesse completude? E há, sempre existiu, e sempre esteve ali para quem quisesse ver.

E se eu te amar, você deixa? Você deixa, então, que eu continue sendo essa mesma menina mulher desengonçada de sempre? Você deixa que o tempo passe, passe e passe e nos traga milhares de experiências e gostos novos para nós dois? Essa coisa do tempo, essa coisa de que ele sempre tem que ser o vilão da história..você deixa a gente provar que o mundo está errado quanto a isso?

O tempo, às vezes, quer nos enganar, quer nos convencer de que as mudanças que acontecem com a chegada da rotina, dos desentendimentos (inevitáveis, porém, quase inocorrentes) é motivo bastante para que os pés se coloquem atrás novamente, mas no fundo, é você ali, você que me completou como nunca soube ser completa, você que me ouviu sempre que precisei falar, você que me segurou sempre que eu estava prestes a ter atitudes impensadas. Mas sempre foi você. E eu não mudaria nada, nem um minuto que fosse desse tempo que estivemos juntos, nada. Porque eu não quero que você mude, eu não quero mudar, eu não quero pisar em ovos com minhas palavras e suas reações, e não quero que nossa paciência se escoe facilmente, que viremos segundo plano, que a gente não seja mais sintonizados por nossa própria história.

Não, essa tal de sintonia não deixa, e ela tem que prevalecer, era o trato, e ainda é, sempre vai ser.

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