Sorrisos diários (ou não).

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Ah…se felicidade fosse vendida na farmácia, que nem essas pílulas que a gente encontra por aí e nem precisa de indicação para consumir. 

Não é todo dia que acordamos com vontade de sorrir para quem está passando, ou sair cantarolando por aí. Isso é natural. Os problemas que enfrentamos, uma noite mal dormida de sono, uma conta que você pagou e agora está sem dinheiro, tudo isso e muito mais é mais do que motivo para que a gente já feche a cara. Mas aí está um ponto: as pessoas, no geral, não aceitam que você as encare, mesmo que por um dia, de uma forma diferente da levada como aceitável, ou seja, de maneira alegre, disposta, receptiva. 

Um dia em que você não esteja afim de conversar já é suficiente para que a outra pessoa já te veja com outros olhos, já mude a opinião sobre você. Sem hipocrisia, mas todos nós somos assim. É difícil encontrar alguém que, ao tentar puxar assunto com outra pessoa, e não receber abertura, pense “ele só deve estar num dia ruim”. É claro que há casos em que as relações são muito estreitas, e a afinidade permite com que você tenha esse tipo de pensamento, e não mude, realmente, qualquer tipo de conceito que você tenha do outro por causa de um ou meia palavra. 

Infelizmente, não existem as tais pílulas da felicidade para que a gente compre nesses dias cinzas. Aliás, se tais remédios de fato existisse, seria bom que os criadores também fizesse para salários curtos, amores mal resolvidos, e tantas outras coisas que enfrentamos diariamente. A vida é realmente uma luta sem fim, e a gente precisa aprender como medir a importância que os erros e acertos terão no nosso cotidiano, porque é através desta medição e de como isso transparecerá em nossos olhos, que nos julgarão. É triste pensar assim, mas por mais que você seja um bom amigo, um cara legal, um bom conselheiro, quando você menos esperar, sua imagem pode mudar. Nossa imagem não é estável, e de santos passamos ao diabo em segundos. 

É difícil compreender nós mesmos, este tal de ser humano cheio de segredos, medos, e pré-conceitos. O negócio, então, meu amigo, é dar sempre o seu melhor, inclusive quando o seu melhor for muito pouco para as outras pessoas. Quem te gosta, quem te considera, sabe esperar por seus dias melhores, e são dessas pessoas que nossa convivência tem sede, sede de gente sem medo de cara feia. 

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