Quem sabe a gente se encontra

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Te ver indo embora foi uma das coisas mais difíceis que aconteceu comigo nos últimos tempos. E confesso que achei que seria mais fácil. Isso porque eu não imaginei que você ocupasse tanto aqui dentro. Isso porque achei que estava protegida pela minha armadura que não-me-deixa-envolver-com-alguém-em-tão-pouco-tempo. 

Mas hoje, ao sentir sua falta nos pequenos detalhes do meu dia, vejo que acabei te oferecendo muita parte de mim. E é difícil não receber seu bom dia ou contar como estão sendo meus perrengues no trabalho. É difícil ver suas fotos e sentir falta do seu abraço. Não te mandar um meme idiota qualquer ou aquela música da banda que a gente gosta. Ouvir seus problemas e tentar te acalmar. Ou quando a gente via um filme de terror e você me assustava do nada. Até disso eu sinto falta. 

Mas a gente tinha prazo de validade, não é? E tava na cara desde quando tivemos aquela conversa sobre não se apegar ou não querer nada de nada. E foi nessa parte que eu falhei. Porque me apaguei e sinto essa tal falta em todo minuto. Porque não esperava ter nada específico, mas ter você comigo. De verdade. De corpo e alma. E isso eu não posso ter. Apesar de querer e apesar de ter esperado. Eu sei que isso não consigo pedir. 

Te ver indo embora foi difícil. E é difícil não saber se você vai voltar ou se isso tudo aqui dentro vai passar logo. Por isso escrevo para colocar para fora o que guardei aqui dentro nesse tempo. E consigo liberar, assim, um pouco da falta que você me faz. 

Quem sabe a gente se tromba por aí e toma uma cerveja juntos enquanto dá risada de alguma história qualquer. Quem sabe a gente vê as temporadas de Game of Thrones. Quem sabe a gente ainda vá assistir um show de cover legal e dar risada de pessoas muito altas na nossa frente. Quem sabe a gente deixa o que passou para trás e para de sentir medo. Quem sabe a gente descomplica um pouco o que não era pra ser complicado. 

Quem sabe…

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