Quando foi que paramos de pensar em nós?

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O tempo passa rápido. E nem precisa ter uma idade avançada para sentir isso na pele. É engraçado ver como a gente conta histórias que parecem ter acontecido ontem nas rodas de amigos, na mesa do bar. Mas daí, quando paramos e vemos tantas coisas já aconteceram nesse meio tempo, percebemos que o tempo foi sútil demais e não nos programou adequadamente para acompanhá-lo.

E junto com o tempo – aliás, com o passar do tempo – vem uma serie de escolhas que precisamos fazer ao longo da vida. Qual faculdade vamos fazer, onde queremos trabalhar, com quem queremos namorar, que carro vamos comprar, onde vamos morar, se queremos ou não casar, se queremos ter filhos, se queremos um cachorro, se queremos continuar trabalhando, e outras milhões e milhões de questionamentos diários. E sabe de uma coisa? As dúvidas nunca acabam. As escolhas são infinitas, bem como as possibilidades.

Então, basicamente é assim: o tempo corre ao nosso lado e dificilmente conseguimos acompanhá-lo. E dentre essa nossa habilidade (ou falta de habilidade) de viver em um mar de escolhas, passamos dias, meses e anos escolhendo para qual lado seguir. E quando finalmente conseguimos chegar à uma conclusão, por muitas vezes nos arrependemos. O motivo é simples. Porque a gente muda. Diariamente, constantemente. E isso não é mudança de caráter ou instabilidade.

Nós, seres humanos, somos feitos de um milhão de vontades. E o que queremos hoje pode não ser necessariamente o que queremos amanhã. Hoje eu quero ser advogada, amanhã quero ser pintora, e depois quero ser jornalista e ainda viajante sem destino. E porque não? Porque essa sociedade limitadora que vivemos determina que façamos nossas escolhas e continuemos seguindo estas decisões até o fim. Porque temos que escolher o que vamos fazer para o resto da vida com 17..18 anos, e se mudarmos de ideia, as pessoas simplesmente acham que não é uma boa ideia? Porque a gente ai morar em outro Estado ou País, e amanhã quando a gente percebe que não está dando certo, quando voltamos, ainda nos criticam como irresponsáveis ou avoados?

Sou a favor da flexibilização dos desejos e pelo aproveitamento até a última gota dos minutos pelos quais passamos. O tempo voa, senão literalmente, com certeza em uma metáfora muito convincente. Qual a hora para fazer o que você ama? Qual a hora para correr atrás de um sonho? Qual a hora para jogar tudo pro alto quando você perceber que aquele definitivamente não é o seu lugar? A resposta é simples, nada complexa, porque a hora é agora, e como já dizia Geraldo Vandré, “vem, vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

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