Por amores que te tiram o ar.

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Quero um amor desses descomplicados, com cheiro de manhã de sol, sem horário para sair da cama, sem compromissos mais importantes que nos esperam do lado de fora do nosso mundo particular.

De abraços inesperados em público, de beijos roubados na sessão de cinema de um filme qualquer, de roupas jogadas pelo chão pelo corredor de casa, de olhos nos olhos e nenhum conhecimento de nenhuma palavra capaz de traduzir aquilo tudo (sabe-se lá aquilo o quê).

E quem precisa de traduções quando os olhares se entendem, quando a pele com pele se conecta e vira uma só? Quem precisa de legenda ou qualquer explicação quando a situação já nos remete para algo nada mundano? Quando a gente não sabe motivos e nenhum porque, mas deixa para lá, deixa viver.

E o que seria desse texto, senão, um pedido claro para mais você e eu, sem pretensões e muitas intenções?

E o que tenho a dizer aqueles que ainda não sabem onde está, ou se está em algum lugar, aquela pessoa que te entende antes de perguntar sobre a sua semana e seus problemas no trabalho, que te faz perder o ar apenas com palavras, que te deixa imaginar e até acreditar que realmente as coisas podem acontecer simplesmente porque devem acontecer é: não procurem. Se dê a chance de usar seus truques na vida, mas não se desespere caso a carta que você precisa não esteja nas suas mãos. Ainda terão outras rodadas.

Ainda terão novos dias. Ainda terão novas jogadas para que você aprenda, treine, e encontre a manilha que te faça melhor, ganhar de verdade.

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