Permitir-se é essencial.

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É hora de se permitir. Permitir-se sentir o gosto dúbio do viver. Permitir-se amar independente de ser amado, de doar mesmo sem receber, de sorrir mesmo que não tenha nenhum motivo concreto, mesmo que seja sozinho, mesmo que seja da alma.

É hora de se permitir. Permitir-se falar umas besteiras de vez em quando, de dar risada na hora errada, de não ter a resposta pronta para alguma pergunta. É hora de permitir que se admita que a perfeição em tudo é muito chata, que você não é o melhor, mas é o melhor em deixar o destino te levar à sua maneira.

É hora de permitir sair na rua sem passar a maquiagem matinal padrão, de não se importar se você se encaixa no grupo x ou y, de deixar para lá as rasteiras que você já tenha levado por ter se enganado demais.

É hora de permitir abraços apertados, carinhos gratuítos, beijos só pela vontade da hora, de não se importar com o mundo vazio em que você acaba se perdendo constantemente, de deixar para depois o que acham que lhe é imprescindível, mas que no fundo, você nem se importa muito.

Permita-se pisar o chão descalço de seus pudores e de seus medos, e se entregue de corpo e alma e o que mais for à vida que lhe é oferecida. Estar vivo é bom, mas permitir-se viver completamente é essencial.

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