O que fazer quando a pessoa tóxica é você.

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Sabe aquela sensação de que tem uma pedra enorme em cima de você que não te deixa sair do lugar? Pois é. Às vezes nós mesmos somos os culpados por ter colocar essa pedra lá.

Não é preciso ser do tipo de pessoa que acredita em energia positiva ou negativa ou que cada um emite um tipo de vibração ao mundo. No nosso dia a dia, se enxergarmos atentamente, é possível perceber que algumas pessoas são cinzas, pessimistas, e isso nem sempre acontece por vontade própria, mas às vezes é só um tipo de contaminação desse pessoal denominado por alguns como “pessoas tóxicas”.

Não quero fazer aqui nenhum estudo sobre essas pessoas, mas uma coisa é fato: todo mundo conhece alguém assim. E sabe o que é pior? Muitas vezes somos nós que nos comportamos dessa maneira, o difícil é admitir. Se você conseguir enxergar isso, então prepara o papel e a caneta e vamos à lição para a vida.

1. Poderia estar pior

Parece clichê? Sim. Mas é verdade. As coisas poderiam estar piores. E você não precisa necessariamente agradecer por isso, mas tenha isso em mente para que o desespero não te pegue de surpresa. É muito importante nas nossas realizações que a gente supere barreiras e levante depois dos tombos, mesmo que tenham sido de uma altura enorme. Não há nada que esteja acontecendo e te aborrecendo que não possa ficar pior, e te deixar pior. Por isso, lute enquanto é tempo para reverter a situação, e encontrar uma maneira de colocar as coisas nos trilhos certos novamente.

 

2. Tenha o pé no chão

Sou uma das maiores defensoras de que a gente precisa sonhar para conseguir viver, que ambição é importante, e as coisas se tornam mais possíveis quando queremos de verdade (e corremos atrás disso). Mas é importante ter o pé no chão e enxergar as possibilidades dentro de uma realidade. Dentro de um desejo pode haver várias possibilidades para satisfazê-lo. Por exemplo: se uma garota de 1m50 de altura sonhar em ser modelo, é bem possível que ela não consiga atingir às passarelas por causa dos padrões que temos hoje em dia. Mas, por outro lado, ela pode tentar a carreira sendo modelo fotográfica, ou até mesmo estudar moda, ser estilista, ou ter outra função dentro da realidade que ela deseja (e se encaixa).

Ter o pé no chão é fundamental para que a gente não viva em um mar de decepção. Pense, se ache, se encaixe no mundo, a felicidade e orgulho pelo que você atingiu na vida tem que surpreender, sobretudo, você.

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3. Não seja um mala

Ninguém é obrigado a absorver os problemas que você joga ao mundo, por mais amigo que seja, por mais que seja sua mãe, seu pai, seu namorado ou qualquer outra pessoa. É lógico que a gente precisa muitas vezes de bons ouvidos para aguentarem nossos desabafos, de amigos para nos aconselharem, de quem possa dividir um pouco esse peso nas nossas costas, mesmo que seja por um momento, mas tome cuidado para não exagerar e acabar passando os seus problemas para as outras pessoas.

Lembra que falei aqui sobre esse termo “pessoas tóxicas”? Essa é a ideia principal para este nome. Quando somos pessimistas demais, reclamamos demais, quando a gente sempre tem uma história pior para contar, sempre se colocar em uma posição de ter mais problemas para resolver, nos tornamos uma pessoa tóxica de nosso astral, e as pessoas, consequentemente, e até por pura defesa, acabam se afastando e evitando ter muito contato. Ninguém gosta de conviver com alguém chato. E é isso que você se torna: um chato.

 

4. Pare de lamentar e comece a agir

É mil vezes mais fácil pensar em como as coisas estão dando errado, ou como temos problemas, ou como a vida está sendo injusta com a gente do que tomar uma atitude para contornar a situação. Na minha opinião, o ser humano, por natureza, tem uma incrível mania de querer sempre se colocar na posição de vítima. Não importa a história mais cabeluda que nos contem, no fundo a gente sempre acaba pensando se já passamos por igual semelhante ou pior para contar também.

Acredito que sempre é hora para conseguirmos atingir um objetivo ou alcançar uma vontade. Nunca é tarde para fazer com que a vida valha à pena, por mais que a gente passe por dificuldades, por mais que perdemos várias pessoas queridas ao longo dos anos, por mais que seja difícil. Nada tem uma dificuldade tão grande que faça com que a gente desista de ser feliz. É importante estar disposto, estar a fim de realizar a mudança que você quer ser na sua própria vida. Ninguém merece ser só mais um acomodado encostado nos seus problemas. Não é preciso ser um mártir, ser herói, mas é necessário ser um revolucionário na sua própria vida.

Está na hora de fazer os minutos e cada momento de aflição que passamos valer à pena. A hora é agora, e nunca está tarde demais. Não contamine o mundo com seus problemas, mas toxique seus dias com vontades e lutas objetivas que tragam amor, alegria, que traga a realidade que você deseja.

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4 Comentários

  1. Nobre sonhorita Sassatelli.
    Tudo bem?

    Estou meio sem tempo, não por excesso de trabalho ou afazeres, mas por pura vagabundagem mesmo. Parece estranho, mas até para um vagabundo nato como eu, tempo é uma coisa escassa. Eu sei, é um paradoxo, um dia tento explicar.

    Mas, hoje, voltei aqui e li esse artigo.

    Bem legal, e descobri que sou uma pessoa tóxica… hahaha

    Eu sou muito pessimista, na verdade, não acredito que no meu caso a palavra pessimista seja a adequada, mas sim cético. Eu sigo a risca, como poucos hoje em dia, este seu conselho, sermos realistas. Acredito que cada dia que passa é mais difícil encontrar pessoas realistas. As vezes penso que é um paranóia da minha parte, mas a minha volta, o tempo todo, vejo pessoas abobadas, imaginando uma vida maravilhosa, seja sentimental, financeira, política, social que não vivemos. E frequentemente eu escuto pessoas dizendo:

    Porra, Gail, você é muito cético.

    Pode parecer incrível, principalmente se levado em conta o fato de ouvir isso com bastante frequência, mas sempre fico pensativo, mergulhado em reflexões quanto alguém me chama de cético, e em virtude disso Carol, cheguei a conclusão de que o principal motivo que me faz ser uma pessoa cética, é justamente pelo motivo de não ver sentido em nada nessa vida.

    Não sei se você já leu um livro chamado Hell-Paris, da escritora francesa Lolita Pille. O livro é simples, mas foi sucesso na França e traduzido para vários idiomas, inclusive o português, teve excelente vendagem no Brasil, o que fez com que a autora fosse convidada para vir ao Brasil, e ela veio, mais de uma vez, na ultima delas foi palestrante na Flip. Tem um trecho desse livro, que quando eu li me senti extremamente identificado, pois ela conseguiu expressar aquilo que eu sempre senti, mas nunca tive as palavras certas para expressar, vou transcrever esse pedaço pra você:

    “A gente tem uma vida, uma vida de babacas. Comemos, dormimos, transamos, saímos. Sempre a mesma coisa se repetindo… Cada dia é a repetição inconsciente do anterior: a gente come uma coisa diferente, a gente dorme melhor, ou pior, transa com uma outra pessoa, vamos a um lugar diferente quando saímos. Mas é igual, sem objetivo, sem interesse. Nós continuamos e nos determinamos objetivos materiais. Poder. Dinheiro. Filhos. A gente perde a cabeça tentando realizá-los. Mas, ou a gente nunca consegue alcançá-los, e fica frustrada para o resto da vida, ou, quando consegue, percebe que não dá a mínima. Depois a gente morre. E fica com a boca cheia de terra. Quando a gente se dá conta disso, a vontade que dá é de encher logo a boca de terra, para não ficar lutando em vão, para pregar uma peça na fatalidade, para escapar da armadilha. Mas a gente tem medo. Medo do desconhecido. Do pior. Então, quer queira, quer não, a gente fica sempre esperando alguma coisa. Do contrário, já teríamos apertado o gatilho, engolido a caixa de comprimidos, pressionado a lâmina da navalha até o sangue jorrar… A gente tenta se distrair, fazer a farra, a gente procura o amor, acha que o encontrou, e depois vem a recaída. De muito alto. A gente tenta brincar com a vida para fingir que a domina. A gente anda rápido demais, andamos à beira do abismo. Cheiramos pó em demasia, beirando a overdose. Isso assusta os nossos pais que vêem seus genes de banqueiros, grandes executivos, homens de negócio, se degenerarem a esse ponto, é uma coisa inacreditável para eles. Tem uns que tentam fazer alguma coisa a respeito, outros desistem. Tem uns que nunca estão presentes, que nunca abrem a boca, mas que assinam o cheque no final do mês. E são detestados pela gente por tanto e tão pouco. Darem tanto para que a gente se foda por aí e tão pouco daquilo que realmente importa. De forma que a gente acaba sem saber justamente o que importa. Os limites se perdem. A gente é uma espécie de elétron sem núcleo. Temos um cartão de crédito no lugar do cérebro, um aspirador no lugar do nariz, e nada no lugar do coração, vamos às boates muito mais do que às aulas, ternos mais moradias do que amigos de verdade e duzentos números de telefone nos nossos caderninhos para os quais nunca ligamos. Nós somos A Jeunesse dorée. E a gente não tem o direito de se queixar, porque aparentemente temos de tudo para sermos felizes. E a gente morre lentamente nos nossos apartamentos grandes demais, com sancas no lugar do céu, fartos, entupidos de cocaína e antidepressivos e um sorriso nos lábios…”.

    Sempre tive essa sensação. Não sei se você concorda, mas penso que o fato de muitas pessoas se tornarem “tóxicas” é justamente por não ver sentido na vida, e muitas não percebem isso.

    Outro erro recorrente que eu cometo é no tocante a um ponto que você tratou indiretamente no seu artigo, viver em torno do passado. Isso acontece comigo, principalmente em relacionamentos. Pra você ter idéia, meu ultimo namoro terminou no dia 14 de novembro de 2005, e ainda hoje não me recuperei disso. E toda vez que conheço uma garota ou saio com uma, sempre penso que ela não esta a altura da anterior.

    Sei lá, talvez o que eu escrevi seja um montante de besteiras, no entanto é como vejo essa questão. Seus conselhos são bem práticos e REALISTAS, mas penso que, o grande problema é separar teoria de pratica, dar o primeiro passo rumo a uma mudança é fundamental, todavia, eu acredito que muitas vezes a mudança, ou a busca por ela, não adianta nada.

    Um abraço, de seu humilde leitor, Gail Wynand.

    • carolsassatelli em

      Querido Gail, obrigada novamente por sua visita!
      Acredito que, nesse ponto, somos bastante diferentes. Cansei de ser pessimista em muita coisa, e hoje prefiro acreditar que a gente constrói a nossa própria felicidade. Não quero parecer clichê ou até mesmo sonhadora, até porque, gosto das coisas reais e pé no chão (como você pode perceber), mas acho que as coisas podem ser conciliadas. Já passei por muitos relacionamentos desastrosos, e alguns, em especial, que me deixaram muita marca. Mas daí adianta eu não me amar, me dar a chance de conhecer outra pessoa? Acho que a gente tem que se colocar em primeiro lugar, e dar a chance para conhecer alguém bacana para estar ao nosso lado sem poluir esse novo “acontecimento” com mágoas passadas. É difícil, e às vezes me pego também trazendo machucados antigos para o meu agora. Mas a gente aprende, porque, se a gente quiser, mas quiser mesmo de verdade e se dar a chance para tal, percebe que essas frustrações não nos acrescentarão mais nada. E isso é o que aplico hoje. Na prática mesmo.
      E quanto ao sentido na vida, vou me usar de exemplo novamente: estava infeliz, em uma profissão que não gosto, fazendo o que não gosto. Passei tanto tempo reclamando e infeliz com os meus dias e percebi que eu não quero chegar nos 80 anos e olhar para trás e ver que eu não deixei nada para ninguém, que não construí nada, e só levei meus dias, dia após dia, como alguém que não tivesse escolha. E esse é um dos motivos que semanalmente eu escrevo aqui – eu quero que minha vida tenha significado, não só para mim, mas para quem eu puder alcançar. Eu quero ser velhinha, olhar para trás, e ver que eu ajudei muita gente com o que eu sei fazer – que, agora, é escrever. Que é o que eu amo. Acho que para ver sentido na vida, você também tem que se permitir. Tem que ir atrás do que gosta, tem que fazer as coisas valerem a pena. Posso estar parecendo um tanto “sonhadora” para você falando isso, mas é no que eu acredito, e no que eu quero provar que é verdade, pelo menos para mim. 🙂
      Te espero mais vezes aqui.!
      Beijo!

  2. Muito bom seu texto, conheço varias pessoas assim e para dizer a verdade( eu evito sempre) o duro é ter q conviver no trabalho com esses tipos q p cada solução criam um novo problema, afffff

  3. Tenho 15 anos e já me sinto tão infeliz! Sou uma das pessoas tóxicas citadas no texto. Ultimamente tenho me preocupado com coisas tão bobas e sempre pondo a culpa nas pessoas ao meu redor, e o pior é que sempre desabafo com minha mãe, ou seja, ela é a maior vítima da minha toxidez!!!

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