O que dizem e o que dizemos.

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Dizem por aí que eu te descobri no meio de cactos e espinhos antes inexplorados por pessoas comuns. Não ouvi quando você chamou por alguém, mas de alguma forma eu cheguei lá, deste jeito mesmo, às cegas.

Dizem por aí que você foi salvo pelo meu amor e minha atenção diária em te fazer feliz, pela minha mania de querer sempre fazer você sorrir e pelas minhas brincadeiras nas horas mais inoportunas.

Dizem por aí tanta coisa sem sentido e, ao mesmo tempo, tão certeiras, mas que no fundo, não chegam aos pés do que a nossa realidade nos trouxe. O que, na verdade, ninguém andou dizendo, foram coisas que guardo a sete chaves, dentro de um pedaço escuro aqui do meu peito, onde só se chega por caminhos profundos e antes nunca explorados.

O que ninguém disse por aí foi que, na verdade mesmo, foi você o meu salvador. Aquele que me salvou dos meus próprios sentimentos incontroláveis. Aquele me trouxe luz ao caminho que antes seguia de olhos atados. Aquele que me libertou das amarras que as rasteiras da vida me impuseram. Aquele que me fez ser capaz de confiar… não só em outro alguém, mas também na minha própria razão.

Dizem por aí que nos encontramos nesses caminhos profundos sem mais nem menos, sem motivo e razão. E isso concordo. Realmente, não houve nenhum planejamento prévio para que houvesse uma concretização entre nós dois. O que não é necessário ser dito nem concordado por ninguém é que os melhores dizeres estão em nossos olhares, as melhores surpresas se deram com nossos encontros pela vida, e as maiores verdades estão entre nós, sob nós, embaladando tudo isso que não precisa ser testemunhado ou entendido por ninguém.

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