Desprendimento natalino.

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Desprenda-se neste Natal.

Não, este não é mais um conselho dos velhos clichês de repúdio à nossa cultura consumista. Mas meu amigo, sei que conselho não se dá se que se peça, mas acredite em mim: desprenda-se neste Natal.

Se dê um presente, daqueles pra guardar pro resto da vida. Não, não é nada que se compre na loja, não é nada que seja vendido por aí. Olhe pra si mesmo e tente se entender. Entenda quem você é de verdade e não só aquilo que você demonstra ser. Veja, meu amigo, tudo aquilo que você deseja e está aí dentro escondido em qualquer buraco vazio. Desprenda-se neste Natal daqueles velhos costumes, da mesmice, dos olhares vazios, das palavras guardadas que doem ao serem lembradas.

Desprenda-se do rancor e das mágoas do passado. Das palavras ruins. Dos momentos de tristeza. Tudo passa, sim, tudo passa, e o que sobra, então,  é você. Você e aquilo que te compõe, que te forma. Depende, então, de você, receber o único presente que vale a pena, desprender-se de tudo que não te leva pra frente.

Desprenda-se do que não for de você, do que não for pra você, do que não somar, do que complicar.

Desprenda-se do que ficou pra trás. O que importa pra frente é só o que acontece agora, e sim, a hora é agora.
natal 2

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