Carta às mulheres da minha geração (e a quem interessar)

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Na onda dos textos cheios de opinião e tão certos daquilo que estão dizendo, me dou a liberdade para, como uma das personagens dessa “nova” (nova? sério?) geração da tal das “mulheres-super-poderosas” criadas para serem presidentas do país, meter o bedelho e falar de uma vez por todas o que ninguém falou até agora: LIVRE. Você, minha amiga, é livre para ser o que quiser, sem precisar ter medo de estigmas dessa tão falada sociedade conservadora.

Não fui criada com o objetivo de vida de ter uma casa brilhando, nem cinco filhos, nem saber cozinhar mil pratos diferentes. Mas mesmo assim, me dou a liberdade de querer conciliar (sim gente, isso é possível) o desejo de ter vários filhos, aprender a cozinhar e fazer todos os pratos e besteiras que eu adoro, enquanto faço quantas faculdades e cursos quiser, estudo vários idiomas, trabalho todos os dias até tarde, dirijo muito bem, tomo cerveja como quem toma água, adora futebol (apesar de não saber nada) e adora ir para o bar com os amigos para falar merda. Isso me faz menos avançada do que aquela que tá vivendo só olhando pra sua carreira e seu crescimento profissional? Não, nem um pouco. Isso me faz melhor do que ela? De jeito nenhum. Isso me condena a ser eternamente solteira? Não, também não. E se eu quiser ficar solteira eu vou ser por minha livre vontade. E se eu quiser namorar e casar e morrer agarradinha, eu também serei pela minha vontade (nesse caso, pela vontade da outra parte também).

Concordo que essa visão de achar que “as mulheres vão dominar o mundo porque os homens estão sendo criados dentro de uma caverna e não estão preparados para nós” é realmente coisa do tempo da minha vó, quiça da minha bisavó. Eu não conheço nenhum, leia-se NENHUM, homem, de qualquer idade, que fale “nossa cara, que absurdo essas mulheres que trabalham e estudam né? Nunca na vida eu queria me casar com uma pessoa dessa”. Ao contrário, conheço vários amigos que deixam de ficar com uma garota que ele acha “sem cabeça” ou que seja “dependente” demais, e tenho certeza que vocês também conhecem.

E, hoje, ao contrário do dito por aí, eu duvido que a mãe do seu namorado/peguete/ficante/affair vai te olhar e falar “Oi minha querida, você sabe fazer quindim?”. Não. Ela vai te olhar, te medir, e te perguntar “o que você quer da vida?”, porque no fundo, ela quer alguém que cresça junto ao filho dela.

Não gente. Os homens também evoluíram nesse meio tempo. Assim como nós também evoluímos. E hoje nossos gostam mudam muito, nossas opiniões não são sempre as mesmas, e o sentimento de individualidade cresce a cada dia mais (ou a cada curtida). Então, por favor, não fique com esse papo de que “você está solteira porque os homens não estão preparados para você”. Você está solteira porque simplesmente ainda não rolou encontrar um cara bacana que você goste, que goste de você, que a afinidade e o companheirismo superem barreiras. Se você ficar nesse pensamento de “sou muito boa para qualquer um”, desculpa minha querida, se é um namorado que você está querendo, você está fazendo a coisa errada!

Por outro lado, falar que essa menina aqui citada acima não tem ninguém ao lado porque é chata, acho já um pouco demais. É tudo uma questão de afinidade e encontros da vida. E não (necessariamente) sua culpa (a não ser que você seja chata mesmo, aí a culpa é sua).

O que quero deixar nesse texto, no fundo, depois de todo esse discurso e algum embromation, é que, se você quer ser solteira e quer focar na sua carreira, ótimo para você, mas se você quiser viver limpando a casa e cuidando dos seus filhos, também está ótimo para você. Se alguma coisa está te deixando infeliz, não culpe os outros, mas aprenda a enxergar onde as coisas podem ser mudadas, o que pode ser feito. Se você quer ser Mulher, com M maiúsculo mesmo, abra a cabeça e se dê a chance de perceber que aqui ninguém é melhor que ninguém, você que está conhecendo as pessoas erradas para o seu momento.

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